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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ensaio #17

Teatro Gláucio Gill – 14/05/2010 – 11h30 às 15h.
Diogo, Carolline, Flávia, Adassa, Fabíola e Rafael Medeiros.

O objetivo do ensaio era tentar fechar uma cena a partir do Quinto Movimento. As atrizes deveriam ter decorado o tal com os devidos cortes. O nosso processo está exigindo que elas decorem todas as falas, para poderem jogar com aquilo que a cena possa requisitar. Enfim… Ao término do ensaio havíamos produzido mais coisas para o já estuprado Quinto Movimento e eu percebi que eu ainda vou demorar alguns vários encontros até poder fechar alguma cena. Isso se traduz para mim a partir da percepção de como é necessário gastar o material para ver o que fica. Será preciso testar todas os movimentos, testar as idéias, improvisar – isso que estamos fazendo – mas que depois de um longo tempo em experimentação nos dará a possibilidade de escolher e dizer isto será cena, isto não. Nunca trabalhei assim, é novo, me assusta, mas é o que é. Não conseguirei fechar a peça antes de tê-la completamente aberta. E ainda estamos no meio do caminho. Por isso, gerar angústia e a postar aqui no blog. Vamos juntando as situações, as imagens, as tentativas. Vamos colocar tudo aqui e depois… Bom, sobre o depois depois a gente fala…

acho que a peça vai ser uma cena só

Quando era 14h46 eu escrevi no caderno “a peça vai ser uma cena só”. Não quero falar sobre isso. Mas fica aqui a dica.

Para não dizer que não houve tentativa minha, eu apostei em dar direcionamentos mais precisos. Em buscar funções nas quais as atrizes pudessem se gastar até cansar. A coisa da embriaguez pela repetição se confirma. O Rafael ao ver isso falou dos viewpoints, falou do minimalismo. A persistência numa única coisa, numa única proposta. Seguir tentando. Eu, de certa forma, fui firmando coisas e via repetição as atrizes iam alargando a mesma coisa. Exemplo: a Fabíola, no primeiro ensaio em que tocamos no quinto movimento, trouxe uma risada forçada, que era originada pela constatação de estar esperando Godot e achar isso absurdo. Neste ensaio, pedi que ela buscasse a progressão da risada, depois que não nos deixasse perceber que está rindo, enfim, variações sobre uma mesma situação. Esgarçamento. Isso é muito perverso.

A foto acima foi resposta das meninas à minha fala. “A peça vai ser uma cena só”. Tem um quê de ótimo, um quê de não acredito, um quê de pelo amor de deus e um quê de surpresa forçada. Ai… Que difícil definir o que nos extravaza… Seguir indo.

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