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sábado, 4 de dezembro de 2010

Depoimentos

Olá, Você

Este espaço do blog é destinado aos que assistiram ao espetáculo VAZIO É O QUE NÃO FALTA, MIRANDA e que desejam deixar por escrito suas impressões sobre a peça. Teatro Inominável é desde já grato pela sua opinião aqui deixada e afirma o quanto ela nos é de extrema importância, justamente, por ser capaz de nos devolver um pouco sobre nós e, sobretudo, também um pouco sobre você, que nos assiste. E para quem destinamos tudo isso aqui...


Fotografia de Alexandra Arakawa, sobre cenário de Rafael Medeiros


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17 comentários:

Céli disse...

Pra mim, o melhor do espetáculo foi a surpresa; fui achando que assistiria a mais uma montagem de Godot (com todo o respeito, mas me parece que a idéia de "mais uma montagem", até mesmo do melhor texto do mundo (hã?),já é um pouco enfadonha) e o que vi foi transformador e revigorante. Mais do que uma releitura, pra mim esse espetáculo é a expressão de pensamentos, sentimentos e questões hoje mais relevantes sobre o texto de Becket do que um montagem do seu texto. Sucesso para o todos vocês!

thaislerdo disse...

Acho que a montagem vai bem mais além da espera, e isso é um dos principais fatores que compõe esse trabalho incrível. As atrizes demonstram uma intimidade tremenda com o texto, que não é lá um dos mais simples. Isso sem falar na sintonia entre elas, e na sintonia atrizes-diretor, que vem de encontro mais uma vez com o choque do real e da ficção. Meus sinceros parabéns. E desejo que vocês continuem a esperar Godot, Miranda, e mais quem for preciso!

malbuq disse...

A falta que nos move ou a falta que nos faz? Essa ausência existente em cada um de nós aflora como um fio sob uma navalha em "Miranda", beirando com precisão os limites existenciais. O espetáculo é construido sobre essas espera, esses encontros e mostra como a solidão que existe dentro de nós é cada vez maior, ainda que estejamos rodeados por muitas pessoas.

Por onde ir? Quem estára na próxima esquina pra te escutar? Será que a busca por uma resposta não é uma persistência do ser humano em querer estabelecer uma saída racional pra tudo?

"VAZIO É O QUE NÃO FALTA, MIRANDA" é uma experiência que fica marcada sob a pele após o fim do espetáculo. O diretor Diogo liberano soube conduzir as talentosas atrizes mapeando caminhos,sensações,loucuras e envolvendo a "arte" como força motriz desse processo, usando muitas vezes da meta-linguagem para aproximar o espectador daquela discussão.

IMPERDÍVEL!! Experimente e tire suas proprias conclusões!

Lilli-Hannah disse...

adorei este espetaculo! conteudo e forma contando tao intelligente a mesma coisa. mesmo assim sendo uma historia com sensualidade que e um prazer assistir. acho que teatro deve ser isso! parabens!

Denis Duarte disse...

Mesmo sem ter lido Esperando Godot, saí da peça empolgado. Gostei do que vi, das atrizes, do diretor. Achei a peça leve e profunda nas medidas certas pra agradar e passar a mensagem até pra quem não é especialista como eu. Saí de lá, li o livro do Beckett, voltei e gostei mais ainda. Miranda já faz um pouquinho parte de mim. ;)

Virginia Maria disse...

Fiquei pensando...o melhor que tenho pra dizer sobre vcs é que me deslocam, cada hora para um lado. Saí toda bagunçada, descabelada mesmo. Muito sucesso para todos e a essa obra linda!

paliativo disse...

o que me chamou mais a atenção foi a independência que a montagem construiu em relação ao texto original, sem que com isso, se anulasse a relação com a peça de Beckett. Subverter um texto desses não é fácil, e exige muita coragem, coisa que vocês tiveram de sobra! E isso já vale demais. parabéns!

DENISE MAFRA disse...

Eu vi, gostei e acho que quem quis encontrar Godot, desencontrou, perdeu Miranda! E quem perguntou "Quem é Miranda?" ou se incomodou com qualquer cena, por exemplo, a que mimetiza o que acontece na televisão, parece que não estava preparado para a jovem ousadia que quis tratar da lacuna, do vácuo, do vazio das várias linguagens. É proibido haver vazio na sagrada obra de arte cênica? Beckett já mostrou que não. Talvez eu esteja longe de compreender, mas considerei que a estética da peça está exatamente na metalinguística, no texto sobre o texto, no metateatro, no teatro na busca de entender o que é "fazer teatro"! O propósito de deslocamento do sentido do original de Beckett levou-me a perguntar não "Quem é", mas "O Que é Miranda"? Do que este texto trata afinal? Da negação da arte, da dramaturgia? Creio que não...Pareceu-me explorar, sensivelmente, as agruras e as delícias da teatralidade, do ato de dirigir e atuar. Pela interpretação e questionamento do grupo, o próprio "teatro" transfigurou-se, para mim, em protagonista. Cada fala e movimento das excelentes atrizes, a indagação, a instabilidade da narrativa e a densidade da Direção fizeram derramar e transparecer a natureza de Miranda, do teatro. Aquele que viu e perguntou "Quem é Miranda?", provavelmente, continuará esperando Godot, sem entender nada! Parabéns ao Diretor e às atrizes e espero que não desistam de Miranda, que viajem com Miranda e façam muuuuuuuuuuito teatro...

(Denise Mafra, Mestre em educação pela Universidade de Braília, Doutorado em andamento - comunicação Universidade de Brasília).

valeriavasconcellos disse...

Queridos bravos,
acompanho Miranda desde que esperava Godot em um ponto de ônibus, conversando com mendigo ou em frente a um hospital sem poder dizer palavra.

Foi lindo ver o crescente de maturidade e instabilidade da caminhada... na primeira apresentação senti um grande vazio, não o vazio da espera, aquele que habita em todos nós, mas o vazio do tanto que há em cada um de vocês, no conteúdo da montagem, na capacidade das atrizes e do diretor...só mais tarde, na apresentação que vi na Rampa, entendi que o que eu via era apenas o que transbordava... o TODO estava implícito, então sorri!

Para quem tem tanta coragem em ousar, ouso mesmo sem coragem, em dizer que a última apresentação que vi desarrumou tudo que eu havia absorvido em Miranda. Então, aguardo ansiosa meu próximo reencontro com Miranda.

Luz e Paz!
Valeria Vasconcellos

Thaís disse...

O espetáculo é uma releitura. Dá gosto ver que inspirar-se nos mestres pode ser extremamente original. É bom ver que a criação nunca pára. Que recebemos uma obra clássica na mão com possibilidade de partir dali, seguir em frente. Miranda pra mim corre. Eu ri. Eu também fui obrigada a jogar com os atores. E pude, como público de teatro, reinventar Godot. Já era hora. Afinal, a gente vê muitas montagens por aí. Miranda é um bom exemplo do que chamamos de LIVRE inspiração.
Sorte nesta caminhada,
Thaís Inácio.

diogovillamaior disse...

Ter caminhado com Godot para agora estar junto de Miranda já é um reflexo do quão aberta é essa obra. E assumindo todas as possibilidades e riscos: espontaneidade e frescor proporcionados por essa característica em paralelo a arestas mal aparadas que esse tipo de trabalho pode gerar.
Risco é o que não falta, Miranda! E que bom!

Villa

Teo Pasquini disse...

É difícil ousar demais sem manter uma relação direta e saudável com seu público. Quase todas as criações que se permitem livres demais acabam criando certas barreiras, impedem que cada espectador usufrua dos detalhes, das nuances, chegue à catarse.
MIRANDA é um exemplar claro de como ir além sem perder as rédeas da sensatez. É possível enxergar ali Beckett envolto em um som liberanístico, e traços disso e daquilo, que casam tão bem, seja a quantidade de coisas que for essse "disso e daquilo".
É incrível ver o time de atrizes tão sintonizadas, tão sincronizadas, vibrando diferentes tons de uma mesma música.
Enfim, MIRANDA chegou lá sem ter precisado se mexer.

Marcela Andrade disse...

A proposta da peça Vazio é o que não falta, Miranda é interessante. Eu fiquei mais atraída pelos momentos em que as atrizes se enfrentavam e deixavam o texto original acontecer e se transformar. Algumas quebras me frustraram um pouco. Talvez esse vazio seja intencional, afinal é o que não pode faltar em um espetáculo que traz sua presença no título.

Há muitos momentos de jogo, de cumplicidade cênica. As atrizes estão muito envolvidas na criação da montagem. Dá para perceber a pesquisa conjunta de atores / equipe / direção e a dedicação de todos nos meses de descoberta. Sempre bom perceber isso.

Marília Misailidis disse...

Eu não só vi Miranda como recebi Miranda.Sim,recebi.Miranda é um presente para todos.Pela coragem de enfrentar um texto tão difícil de frente,demonstrando autoria,diálogo dos artores e do diretor com a obra e entre si,porque esse tipo de coragem é rara,Miranda é um presente.Eu a vi nascer,crescer,a recebi por inteiro e lhe desejo vida longa!Parabéns e obrigada a todos que participaram!

Marcela Coelho disse...

uma das melhores montagens de Godot,
num dos maiores dialogos possiveis entre
autor e encenador

Cesar Augusto disse...

Miranda é um espetáculo especial, pois revela um jovem diretor autoral e com humor refinadíssimo. Ao se redor, atrizes talentosas que, cada uma a sua maneira, dinamizaram o trabalho a cada quebra do texto. Tê-los no Teatro Glaucio Gill, em nossa Ocupação Câmbio, foi motivo de grande alegria e o público adorou.

Evângelo Gasos disse...

Me encanta a sofisticação cênica e a potência estética, revelando uma direção muito cuidadosa do Diogo Liberano, que está completamente atento a um tipo de produção teatral que não se entrega à representação morta que muitas peças atuais incorrem. Elenco maravilhoso! Parabéns!