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terça-feira, 4 de maio de 2010

Ensaio #12

Casa da Flávia - 30/04/2010 – 13h às 17h.
Diogo, Carolline, Flávia, Adassa e Fabíola.

A gente adora conversar, é verdade. Falamos de camadas, de DOGVILLE ser linear, cristão, em capítulos. Falamos sobre desvelamentos dos símbolos, de angústias e ferramentas. Voltei ao que um dia aqui nesse blog já postei. Sobre o fato de sentir que o diretor é neblina enquanto sua encenação é lucidez. E penso agora, não quer dizer que a encenação seja clara e fácil de ler, quer dizer apenas que é a expressão, o que se externaliza, seja pelo vômito grito ou susto.

Dia em que entreguei os textos. Ou seja, cada uma recebeu seu texto encadernado, pronto para o grifo. Texto cheirando a fotocópia. Com 31 folhas (incluindo uma capa) e 35 minutos de duração (a leitura). Fizemos duas leituras, na primeira: Adassa leu Vladimir, Carolline Estragon, Flávia Pozzo e Fabíola Lucky. Na segunda: Flávia leu Vladimir, Fabíola Estragon, Adassa Pozzo e Carolline Lucky. Ficamos depois um bom tempo conversando sobre ter ou não ter um personagem para cada uma.

Seguindo a conversa sobre personagem ou não, a Ada acabou propondo que deveríamos tomar os personagens por atores. Nossa encenação de ESPERANDO GODOT começa a encontrar seus primeiros rochedos. É preciso persistir. Seguimos. Especulamos algumas possibilidades de divisão do nosso único ato em partes menores, cenas, movimentos, enfim… Fomos indo por temas, mas eu acabei propondo o seguinte: após observar que a adaptação tinha 8 vezes o leitmotiv (motivo condutor) de GODOT, que é VAMOS EMBORA. NÃO PODEMOS. POR QUÊ? ESTAMOS ESPERANDO GODOT, optei por iniciar uma nova unidade toda vez que acontecesse um leitmotiv. Assim, nossa adaptação do original conta com OITO MOVIMENTOS.

Em seguida, fizemos uma leitura resumida daquilo que acontecia em cada movimento. Depois, escrevemos de 1 a 8 em pequenos papéis e sorteamos a ordem das cenas para o seu levantamento. Ao propor essa aleautoria, quis unicamente dificultar aquilo que aconteceria naturalmente, ou seja, a construção de um encadeamento narrativo que nos atrapalharia caso fosse necessário mexer na ordem das cenas, ou seja, anagramar a encenação. Dessa forma, ficou assim a ordem pela qual levantaremos os movimentos:

primeira cena > 5º MOVIMENTO
segunda cena > 8º MOVIMENTO
terceira cena > 6º MOVIMENTO
quarta cena > 2º MOVIMENTO
quinta cena > 7º MOVIMENTO
sexta cena > 3º MOVIMENTO
sétima cena > 1º MOVIMENTO
oitava cena > 4º MOVIMENTO

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