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segunda-feira, 15 de março de 2010

Adaptando-se..


Segue a primeira visualização do início deste ATO ÚNICO de ESPERANDO GODOT. As cores servem para distinguir os atos. Em vermelho, trechos do segundo ato. Em verde, do primeiro.

As rubricas, onde estão? Morreram. Ficaram para a titia. Dormem quentes no inconsciente. O texto falado, afinal, nos dá quase todas elas. Certas ações são óbvias e saltam da palavra. Levante que lhe dou um abraço. E o outro diz: Não me toque! Fica claro o que acontece, não? Espaço para criar, para dotar o óbvio das devidas qualidades.

ato único - adaptação

Sinto que com esta adaptação consigo me aproximar do que gostaria de possuir com este texto. Uma certa qualidade estanque. Não tem a ver com inevitabilidade, eu diria ter mais a ver com praticidade, objetividade, é rápido, sem muitas firulas. Os jogos entre os dois continuam a existir, porém, são tão mais rápidos, não há muito resmungar.

A junção dos dois atos também provoca, inevitavelmente, alguns nós na compreensão. Será mesmo que essa fala cabe bem depois desta outra? Vladimir e Estragon parecem ambos esquecidos, com amnésia, tentando recompor juntos o seu passado hoje por nós mexido e maculado. Quem sabe assim não venham os dois a se divertir mais com toda essa tragédia.

Ler o texto como fossem atrizes numa sala de ensaio. Saindo e voltando aos personagens. Defendendo-os e tornando-os mentirosos e pequenos. Essa movimento é essencial para se descobrir seu fundo. Sua parcela genuína. Adoro. Estou me divertindo.

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