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segunda-feira, 15 de março de 2010

Adaptando-se.


Sim. O que eu fiz neste início de madrugada foi costurar os dois atos. Foi divertido. Fiz escolhas muito diretas, nem me dei o direito de pensá-las. Fui intuindo o que me pareceria mais interessante.

Assim, depois de fumar no primeiro ato, o Pozzo virá o insuportável mala do segundo ato. E a sua cegueira é tão de repente quanto a mudez de Lucky, que surge imediatamente após o seu monólogo. Não há mais tantas referências a ontem, porque o ato é um só. Não acrescentei nem mesmo uma palavra. E mantive as falas nos personagens que as detinham originalmente. Está divertido! Está, inclusive, me perdoem, muito mais legal do que a obra original.

primeiro ato - adaptaçãosegundo ato - adaptação

As imagens acima constam para revelar a costura. Este ATO ÚNICO de ESPERANDO GODOT começa pelo segundo, volta ao primeiro, ao segundo, ao primeiro e assim vai se torcendo até o fim.

Este exercício só comprovou o quanto os atos são semelhantes.

A maior surpresa: em um dos atos VLADIMIR e ESTRAGON falam de amarrar as botas – e no outro ato perdem horas pensando se estão amarrados a GODOT…

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