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segunda-feira, 28 de junho de 2010

sim, engraçado tudo isso, você fala e eu escuto
Fomos sim tragados por esse texto, por esses personagens, por toda nossa potência de vida porque decidimos estar juntos

Como se espera é que faz toda a diferença e decidimos esperar juntos, isso é muito isso é tudo

Tenho pensado sobre todo o nosso processo e me impressiono ao perceber o quanto um processo de trabalho me envolve por inteira, o embate em cima de um texto, o embate em cima da montagem de um espetáculo, provoca em mim um embate com a vida, com a minha vida e com tudo o que me cerca
Hoje posso dizer que respiro, como e durmo com Godot, e para além disso, minhas reflexões, minhas indagações, minha maneira de olhar o mundo agora é outra por causa desse embate com Godot, com Beckett, com Diogo, Carolê, Adassa e Fabíola
Escolher fazer um espetáculo tem haver com uma escolha de vida
Já não sei mesmo Diogo que parte de mim é Vladimir e que parte de Vladimir sou eu, não sei se estou defendendo o personagem ou se estou defendendo a atriz, que loucura!! Tudo misturado, e isso se deu porque você, porque eu e porque cada uma das nossas escolhas
O que tem me agradado muito nesse espetáculo é o seu caráter autoral
conversamos muito sobre esse espetáculo ter a nossa medida, ter o nosso tamanho e ele está sendo muito nosso, que bom isso, estou feliz
Sei que tenho causado muito problemas nesse processo mas acho que isso também faz parte, peço sinceras desculpas por qualquer desconforto, tenho aprendido muito com todo esse processo e agradeço cada riso, cada bronca, cada erro e cada acerto

Só tenho um pedido a fazer: espero que Godot chegue rsrsrs

2 comentários:

Diogo Liberano disse...

ai, quanta terapia que a gente precisa, né?

mas as palavras são essas mesmo. apostamos num embate a princípio conceitual, mas que acabou acontecendo de fato: metalinguagem. teatro. vida. tudo está confuso, mas é mesmo dessa confusão que sairá nossa peça.

do nosso tamanho. uma das primeiras coisas que foram ditas, naquele primeiro ensaio, em que esperávamos CAROLLÊ. 3:1, ali, inaugurando tudo. a espera desde sempre.

é do nosso tamanho. e só não está sendo mais fácil, ou menos impossível, porque estamos amadurecendo horrores, e isso altera os limites, altera o tal nosso tamanho. eu já não sei se sou medíocre, brilhante, passável, morno, ok, na minha condução... o mesmo posso dizer de vcs e por ai, vamos...

nao há problemas, flavinha, se pudermos ter a sinceridade de defendê-los ou abandoná-los... um problema é um problema quando quer ser pedra, quando quer ser fato, ser surdo ao que lhe é externo..

não é o nosso caso!







seguir.................................

Flávia Naves "O caos reina, oba!" disse...

que bom!!