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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

algumas reflexões sem começo nem fim, apenas para compartilhar:

existe em Esperando Godot uma vontade de resistência. Os personagens supostamente passivos, inertes, resistem a um sistema que cada vez mais exige do homem uma força trabalho constante, exagerada, maquínica. Enquanto o capitalismo faz sua vigília incessante em torno da aceler(ação), os personagens de Godot se imobilizam, escorregam, deslizam, resistem. Fazem política sem panfletos, fazem política sem saber, respeitam o homem, o seu silêncio, sua vontade, sua contra-vontade. Talvez por isso a vontade de catalogá-los como mendigos ou palhaços porque estão à margem da sociedade, fora do sistema, homens sem lei ou legislados pelo errado. Gosto de Beckett por isso, ele dá voz ao que é negado e faz disso uma potência, potência de morte, de vida.

DEVANEIOS APÓS LEITURA DO LIVRO "VIDA CAPITAL" DE PETER PÁL PELBART

4 comentários:

Diogo Liberano disse...

então
muitas coisas q vc está trazendo
primeiro,
resitência é re-existência
existir de novo
e segundo,
sobre a lógica capitalista
eu preciso treinar minha escuta e olhar porque minha tendência é quase sempre passar por cima disso

quando isso, na verdade, está passando por cima de mim, e de todos nós

!!

gosto mto de se pensar os personagens como que "legislados pelo errado". errado como certo e o certo como errado. humm...

Flávia Naves "O caos reina" disse...

re-existência. humm...

Flávia Naves "O caos reina" disse...

Diogo, o artigo OU AUTORIA DO ALEATÓRIO foi você quem escreveu? é porque entrei na referência que você deu para ler e vi que está bem diferente, quer dizer, não é o artigo na integra que ali está, são os seus pensamentos acerca do artigo, é isso?

Diogo Liberano disse...

caramba
o aleautoria foi eu que escrevi. aquele artigo meio q me ajudou a expressar o q queria. mas to desenvolvendo mais. a gente tem q conversar.
!!!