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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Oitava \\\\\\\\

Dançaram. Realmente, é mais divertido, Estragon. Por isso ainda não conseguimos marcar essa cena. Mas mesmo assim, depois de terem dançado, já sabemos, rola um cansaço-contentamento por ter se divertido. Um cansaço físico que mesmo assim não consegue as impedir de pensar. Então se erguem ao lembrar que estão ESPERANDO GODOT. Mas é diferente, eu sinto. O esperar agora não parece algo tão assim assim, porque nas últimas tentativas vocês ficaram mais tempo do que se poderia supor, tentando, se divertindo, existindo. Então, Pozzo lembra a todas que estão ESPERANDO O MENINO. Aquele menino, que aparece no final da peça e vem dar a notícia de que GODOT não vem. E então brincam, mais uma vez. Tudo é pretexto para ser criança. Tudo é pretexto. A criança que afronta, Pozzo. A criança portuguesa elétrica, Estragon. A criança dos bonecos e vozes, Lucky. A criança que cresceu, Vladimir. Até que… Puf! Transtornados. A criança grita no corredor, Sr. ALbert!!!

E entra um menino para o qual talvez nunca estaremos preparados.

SE PERMITIR SER CRIANÇA. SE PERMITIR FALAR E FAZER, EM TEMPOS DISTINTOS. NÃO BATER O PÉ E FALAR. BATER O PÉ, ESTRAGON, E DEPOIS DIZER. SE DIVERTIREM, EU ACHO. LUCKY! A SUA HISTÓRIA É LINDA. AS SUAS VOZES PRECISAM SER PRECISAS. DEIXE QUE TODOS OS BONECOS NOS PEÇAM PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA DE QUE OS VIRAM. TODOS E CADA UM. TOY STORY TRÊS. VLADIMIR ENTRA E ENTRE VOCÊS JÁ HÁ UM JOGO INCAPAZ DE SER QUEBRADO. POR ISSO PODE FAZER COSQUINHAS NO POZZO, FAZ PARTE DO JOGO ESSE MISTÉRIO DE MENTIRA QUE SUSTENTA TODAS AS NOSSAS VIDAS. LEGAL. EU GOSTO.

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