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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Quarta tentativa: Quem alcança sempre espera, aonde?

Quem alcança sempre espera, aonde?

Por partes.
“Quem” se refere a nós, 4 atrizes e um diretor.
“Alcança” o que? Godot? Miranda? A construção de uma peça? Mas qualquer peça? Tem importância aonde queremos chegar? Claro que tem, senão não estaríamos novamente pensando “Miranda”. E agora me deu uma certa aflição, porque não sei aonde queremos chegar com tudo isso. Se não sabemos, nunca chegaremos, portanto, nunca esperaremos.
“Sempre espera” é um termo dual. Esperamos Miranda, mas como nunca alcançamos a peça, estamos sempre tentando, e não esperando acontecer. A espera então não é ação, mas temática e ficção, é um mote, no máximo uma crença de que em algum momento conseguiremos terminar essa peça. Não se trata mais de Miranda ou Godot, e sim de nós mesmos, da nossa criação.
“Aonde”? Fácil, na sala de ensaio, nas mesas de café, nas mesas de bar, na nossa sede, no palco, em frente ao computador, ou em qualquer lugar que nos propormos refletir sobre o vazio que nunca falta.
Resumindo: Nós nunca alcançamos, portanto nunca esperamos, mas esperamos alcançar.

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