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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Para que Miranda chegue

Pois então, depois de um pouco mais de um ano, retornamos aos trabalhos para fazer Miranda chegar novamente. Muita saudade, muita falta, muita incompreensão. Estivemos esse tempo todo tentando lidar com isso que ela fez nascer em nós.

Querida Miranda, neste carnaval, neste Rio de Janeiro, estaremos nos preparando para receber você por inteiro. Voltaremos a sala de ensaio, faremos tudo de novo, com muita calma e muita ansiedade.

Alguma coisa que não se explica ficou grudada em nós, criadores. Alguma coisa sem nome, sim, de fato algo inominável está aqui, o tempo todo, e não conseguimos fazer nada contra exceto jogar. Jogar o inevitável.

Pois que assim seja, vamos nos reunir novamente para fazer acontecer este encontro. E outros mais. A ti, dedicamos o nosso maior e o nosso menor. Dedicamos a você, Miranda, o que poderia haver de mais falho e improfícuo, as virtudes todas, as paixões e também os latrocínios. Dedicamos a você, Miranda, nossos deuses e monstros. Para que a vida persista se movimentando entre extremos. Para que a vida continue sem nome.

Do seu,
Diogo Liberano

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2 comentários:

Adassa Martins disse...

aahhh...
é isso.

Anônimo disse...

Todo o meu silêncio querido diretor. As personagens estão muito bem esboçadas pela dramaturgia. O Dj está
na mira e não estou hipoglicemica.